Desde o meio do ano passado, cientistas de importantes universidades de vários países – entre eles Estados Unidos, Canadá e Brasil – tentam chegar a uma invenção: a pipoca que não faz barulho quando manuseada dentro do saco. O motivo da urgência são as discussões, cada vez mais violentas, envolvendo o barulho da pipoca nas sessões de cinema. O medo é que comecem a acontecer homicídios.

“O nível de violência está crescendo, aliás, na mesma proporção dos sacos de pipoca, que são cada vez mais gigantescos, e acabam durando o filme todo, agravando o problema”, diz Lindoval Schmidt, químico canadense e coordenador da pesquisa.

Antigamente, com sacos de pipoca pequenos, o barulho raramente passava do trailer. Quando o filme começava, o silêncio era total. Com o aumento do saco de pipoca, muitas vezes ele dura até a segunda metade do filme, podendo chegar ao clímax da história – o que incomoda as pessoas. “Imagine, no ápice de um filme de suspense, aquele barulho: tshchshrr-rschrrsss”, argumenta Schmidt.

Uma alternativa à invenção é fazer sessões especiais para comedores de pipoca – nas quais poderiam estar presentes também, as pessoas que não sabem ver filmes sem comentar cada uma das cenas, em alto e bom som, como se estivessem sozinhos no sofá de casa.